Visitantes

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Discurso de Bento XVI em sua chegada a Madri para a JMJ 2011

Majestades,
Senhor Cardeal Arcebispo de Madri,
Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Distintas Autoridade Nacionais, Autonômicas e Locais,
Querido povo de Madri e da Espanha inteira!

Obrigado, Majestade, pela sua presença aqui, juntamente com a Rainha, e pelas palavras deferentes e amigas de boas-vindas que me dirigiu. Palavras que me fazem reviver as inesquecíveis demonstrações de simpatia recebidas nas minhas anteriores visitas apostólicas a Espanha, e de modo muito particular na minha recente viagem a Santiago de Compostela e a Barcelona. Saúdo cordialmente todos vós que vos encontrais reunidos aqui em Barajas, e quantos acompanham esta cerimônia através do rádio e da televisão. Uma menção muito agradecida desejo fazer aos que com tanto zelo e dedicação, nas instituições eclesiais e civis, contribuíram com o seu esforço e trabalho para que esta Jornada Mundial da Juventude em Madri decorra em boa ordem e se cubra de abundantes frutos.

Desejo também agradecer de todo o coração a hospitalidade de tantas famílias, paróquias, colégios e outras instituições que acolheram os jovens vindos de todo o mundo, primeiro nas diversas regiões e cidades da Espanha e agora nesta grande cidade de Madri, cosmopolita e sempre de portas abertas.

Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência. Chego como Sucessor de Pedro para confirmar todos na fé, vivendo alguns dias de intensa atividade pastoral para anunciar que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Para animar o compromisso de construir o Reino de Deus no mundo, no meio de nós. Para exortar os jovens a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas.

Esta multidão de jovens que veio a Madri… porque e para que vieram? Embora a resposta deva ser dada por eles próprios, pode-se entretanto pensar que desejam escutar a Palavra de Deus, como lhes foi proposto no lema para esta Jornada Mundial da Juventude, de tal maneira que, arraigados e edificados em Cristo, manifestem a firmeza da sua fé.

Muitos deles talvez tenham ouvido a voz de Deus apenas como um leve sussurro, que os impeliu a procurá-Lo mais diligentemente e a partilhar com outros a experiência da força que tem na suas vidas. Esta descoberta do Deus vivo revigora os jovens e abre os seus olhos para os desafios do mundo onde vivem, com as suas possibilidades e limitaçõesVeem a superficialidade, o consumismo e o hedonismo imperantes, tanta banalidade na vivência da sexualidade, tanto egoísmo, tanta corrupção. E sabem que, sem Deus, seria difícil afrontar estes desafios e ser verdadeiramente felizes, colocando para isso todo o entusiasmo na consecução duma vida autêntica. Mas, com Ele a seu lado, terão luz para caminhar e razões para esperar, não se detendo nem mesmo diante dos ideais mais altos, que hão-de motivar os seus generosos compromissos para a construção de uma sociedade onde se respeite a dignidade humana e uma efetiva fraternidade. Aqui, nesta Jornada, têm uma ocasião privilegiada para colocar em comum as suas aspirações, trocar reciprocamente a riqueza das suas culturas e experiências, animar-se mutuamente num caminho de fé e de vida, no qual alguns se julgam sozinhos ou ignorados nos seus ambientes quotidianos. Mas não! Não estão sozinhos. Muitos da sua idade partilham os mesmos propósitos deles e, confiando inteiramente em Cristo, sabem que têm realmente um futuro à sua frente e não temem os compromissos decisivos que preenchem toda a vida. Por isso me dá imensa alegria poder escutá-los, rezarmos juntos e celebrar a Eucaristia com eles. A Jornada Mundial da Juventude traz-nos uma mensagem de esperança, como uma brisa de ar puro e juvenil, com aromas renovadores que nos enchem de confiança face ao amanhã da Igreja e do mundo.
Não faltam, certamente, dificuldades. Subsistem tensões e confrontos em aberto em muitos lugares do mundo, inclusive com derramamento de sangue. A justiça e o sublime valor da pessoa humana facilmente se curvam a interesses egoístas, materiais e ideológicos. Não sempre se respeita, como é devido, o meio ambiente e a natureza, que Deus criou com tanto amor. Além disso, muitos jovens olham com preocupação para o futuro diante da dificuldade de encontrar um trabalho digno, ou por terem perdido o emprego, ou por ser este muito precário. Há outros que precisam de prevenção para não cair na rede das drogas, ou de uma ajuda eficaz, caso desgraçadamente já tenham caído nela. Há muitos que, por causa da sua fé em Cristo, são vítimas de discriminação, que gera o desprezo e a perseguição, aberta ou dissimulada, que sofrem em determinadas regiões e países. Molestam-lhes querendo afastá-los d’Ele, privando-os dos sinais da sua presença na vida pública e silenciando mesmo o seu santo Nome. Mas, eu volto a dizer aos jovens, com todas as forças do meu coração: Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor. Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou.

Neste contexto, é urgente ajudar os jovens discípulos de Jesus a permanecerem firmes na fé e a assumirem a maravilhosa aventura de anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida
. Um testemunho corajoso e cheio de amor pelo homem irmão, ao mesmo tempo decidido e prudente, sem ocultar a própria identidade cristã, num clima de respeitosa convivência com outras legítimas opções e exigindo ao mesmo tempo o devido respeito pelas próprias.

Majestade, ao renovar-lhes o meu agradecimento pelas deferentes boas-vindas que me proporcionaram, desejo exprimir também o meu apreço e proximidade a todos os povos de Espanha, bem como a minha admiração por um País tão rico de história e cultura, pela vitalidade da sua fé, que frutificou em tantos santos e santas de todas as épocas, em numerosos homens e mulheres que, deixando a sua terra, levaram o Evangelho a todos os cantos do mundo, e em pessoas rectas, solidárias e bondosas por todo o seu território. Trata-se de um grande tesouro, que vale a pena, sem dúvida, cuidar com atitude construtiva, para o bem comum de hoje e para oferecer um horizonte luminoso ao porvir das novas gerações. Embora atualmente haja motivos de preocupação, maior é a solicitude dos espanhóis pela sua superação com esse dinamismo que os caracteriza e para o qual contribuem imenso as suas profundas raízes cristãs, muito fecundas ao longo dos séculos.

Daqui saúdo com grande cordialidade todos os queridos amigos espanhóis e madrilenos, e quantos vieram de outras terras. Durante estes dias estarei junto de vós, mas tendo também muito presente todos os jovens do mundo, particularmente os que atravessam provações de diversa índole. Ao confiar este encontro à Santíssima Virgem Maria e à intercessão dos Santos protetores desta Jornada, peço a Deus que abençoe e proteja sempre os filhos da Espanha. Muito obrigado.

Discurso do Papa Bento XVI na Vigília, em Sidney na Austrália, na JMJ2008


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Maria Assunta ao Céu, Rogai por nós!

Maria, mãe de Jesus, escolhida desde o princípio para ser mãe do salvador. Humilde serva, mulher orante e firme, que soube educar seu filho Jesus dentro dos costumes e da tradição e, ao mesmo tempo, soube entender a missão dada àquele que gerou em seu ventre. 
Maria, primeiro sacrário que guardou Jesus. Maria exemplo de firmeza, pois esteve de pé diante do sofrimento de seu filho, que condenado sem ter culpa alguma, se humilhou até a morte e morte de cruz. 


A dor de seu filho unida a sua dor de mãe, presenteou a cada um de nós, ou seja, por Jesus fomos resgatados e direcionados a alcançar o céu. Por Maria Santíssima,  ganhamos uma intercessora, que a própria Palavra de Deus relata, que nas bodas de Caná ela pediu ao seu Filho, por aqueles que estavam com certa dificuldade.

"Qual é o filho que amando sua mãe não atende um pedido dela?"
Nossa Senhora após a ressurreição de Jesus, esteve presente no dia de Pentecostes e participou do início missionário da Igreja fundada por Cristo.

Por mais que alguém fale, que alguém condene,  que acuse o papel de Maria na história de Jesus. No fundo reconhece que ele foi ponto de destaque e suma importância para que a vontade de Deus fosse realizada.

Não por seus méritos, mas pelos méritos do seu Divino Filho, diz a santa Igreja Católica, ela não sentiu a morte, mas no momento final, ela foi levada ao céu, em corpo e alma, pelo seu Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje, em diversas ocasiões e com muitos sinais, que acontecem no mundo inteiro, ela ainda se apresenta, por permissão celeste, aparecer como já confirmado pela Santa Igreja, em diversos países, cidades, para que o povo volte o seu coração ao seu Filho.

Maria, assunta ao céu! Rogai por nós que recorremos a vós.

Claudio Muniz

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DIANTE DA DIFICULDADE...

Todos nós, cedo ou tarde, no decorrer de nossa vida passamos por diversos momento de alegria, mas as vezes somos pegos de surpresa por algo que nos coloca numa situação de dificuldade. Esta, que pode ser ocasionada por diversas situações e se bobear de algo que a gente menos espera.

E como reagimos? Quase sempre desanimados, decepcionados, com vontade de sumir e de não enfrentar mais esta etapa em nossa vida, pois todos queremos estar indo sempre para frente e que nada nos impeça. Porém, quando aparece um obstáculo, ufa, temos que parar, refletir e com certeza procurar uma solução para pelo menos amenizar a situação. Com isso, muitas vezes ficamos abatidos, cabisbaixos, com vontade de nada fazer, ou seja, “deixar o barco rolar”.

Se não estivermos com os pés fincados no chão, seguros por uma força maior que nos conduz, nos apoia e nos acalenta, ficamos sem rumo, não sabemos como conduzir esta cruz que esta sendo colocada em nosso caminho.

Olhando a palavra do Evangelho, Jesus nos diz assim: “Se queres me seguir, tome sua cruz e siga-me”. Pois bem, desde o princípio Ele já nos alertava que ao assumÍ-lo como Senhor de nossas vidas, nem tudo seria jardim de flores, mas com certeza encontraríamos espinhos, estes que acabam sendo uma escola para nossas vidas, pois a cada dificuldade que passamos, aprendemos um pouco mais, amadurecemos, mesmo sendo debaixo de “pauladas” doloridas, nos deixando com feridas cujas cicatrizes custam fechar.

Sofremos, choramos, mas ao olhar para o alto lembramos: existe um algo mais e cada vez que somos pegos de surpresa por uma determinada situação, que quer nos abater, Ele, o Senhor dos Senhores, nosso único e verdadeiro amigo, aquele que nunca nos trai, esta alí de braços abertos para nos acolher e dizer: “Vem comigo!”

É difícil superar, pois muitas vezes exigirá de nós perdão, cura do coração, libertação, mas o Espírito Santo de Deus é capaz de vir em nosso auxílio, quando decidirmos abrir as portas do nosso ser e suplicar dizendo que não queremos continuar desta ou daquela forma.

O Senhor esteja sempre conosco! Amém.



Claudio Muniz


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Junho, Mês das Festas Juninas.



Junho é o mês das alegres e coloridas Festas Juninas. Neste período, prati-camente em todo o Brasil, são construídos os chamados arraiais. As Festas Juninas têm por objetivo principal homenagear três santos: Santo Antônio, no dia 13, São João, no dia 24, e São Pedro, no dia 29.

Os lugares onde as festas acontecem são variados. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas; barraquinhas são montadas e fogueiras de todos os tamanhos ardem para alegrar o ambiente e espantar o frio dessa época. Diferentes quitutes são oferecidos, usualmente comidas típicas, como canjica, pé-de-moleque, pipoca, amendoim torrado e batata-doce. As bebidas mais servidas são o quentão e o vinho quente. O ponto culminante nas Festas Juninas é a dança da quadrilha, oportunidade em que várias danças enchem de graça e alegria o ambiente.
As festas juninas que se realizam no Brasil estão claramente associadas ao período em que predominou a produção agrícola no país. E a razão disso está na própria origem européia dessas festas que celebravam as boas colheitas. Assim, entre nós, por serem realizadas inicialmente nos sítios e nas fazendas, reunindo a população rural, elas passaram a ser conhecidas também como festas caipiras. Com a industrialização do país, grande parte da população brasileira se deslocou para as cidades e como habitantes de grandes centros urbanos não têm oportunidades de freqüentar autênticas festas juninas. Muitas vezes, quem as promovem são as igrejas, para arrecadar fundos para suas obras sociais, e as escolas, como forma de preservar uma rica tradição da cultura brasileira.
Espalhadas pelo Brasil existem ainda muitas festas em louvor aos santos juninos, muito populares entre o povo: Santo Antônio, São João e São Pedro.
As festas juninas já se chamaram joaninas - No século IV, existiram nos países católicos europeus as chamadas festas joaninas, realizadas em louvor a são João Batista. Será que aí está a origem das festas juninas tais como as conhecemos hoje em muitas partes do Brasil?
Não é bem assim, pois os festejos joaninos tiveram sua origem nas festas pagãs que celebravam as colheitas agrícolas. A Igreja Católica, porém, deu a essas festas um caráter cristão. A fogueira, por exemplo, que anteriormente era construída em honra da fertilidade da terra, passou a ser usada como uma medida preventiva para afastar pragas agrícolas. E as divindades pagãs, homenageadas na ocasião, foram substituídas por são João Batista, pois o dia dedicado a esse santo - 24 de junho - estava próximo do período em que, nos países europeus, os lavradores comemoravam as colheitas.
Além disso, no mês de junho, em datas próximas à de são João, os católicos homenageavam outros santos: santo Antônio, no dia 13, e são Pedro, no dia 29. Assim, as festas desses três santos passaram a ser chamadas de juninas.
Os portugueses cultivavam essa tradição e trouxeram-na para o nosso país quando começaram a colonizá-lo. Como o território brasileiro era muito grande, com o passar do tempo as comemorações portuguesas foram agregando variações regionais, apesar de conservarem um núcleo religioso comum de louvor aos santos do mês de junho.
É essa diversidade que podemos apreciar em muitos lugares do Brasil, principalmente onde as comunidades se preocupam em preservar nossas festas populares.
Uma boa fogueira, comida gostosa e uma movimentada quadrilha

A produção agrícola foi sempre muito importante para todos os povos, pois significava a obtenção de alimentos. Sabe-se, por exemplo, que desde o Neolítico as comunidades humanas começaram a desenvolver técnicas de plantio e cultivo de cereais. Durante a Idade Média as práticas agrícolas começaram a ser mais sistematizadas e a produção, organizada nas terras dos senhores feudais, contavam com as atividades de seus servos. As colheitas, porém, não dependiam apenas do trabalho dos servos e da qualidade do solo, mas também da situação política, do equilíbrio ecológico e da condição sanitária do povo. Assim era preciso que houvesse paz, que não ocorressem invasões do território por grupos considerados inimigos, que não chegassem as pragas que dizimavam as plantações e que ficassem afastadas as pestes que matavam muitas pessoas.
Desse modo, obter uma boa safra era quase um feito heróico realizado por muita gente. Por isso, a colheita era ocasião de uma grande festa em geral realizada no campo, com os trabalhadores reunidos em torno de uma grande fogueira em homenagem à fertilidade da terra e ao sucesso da produção. Ainda no início da Idade Média, com a expansão européia do catolicismo, a tradição da fogueira foi alterada: passou a significar uma medida para afastar os insetos que poderiam destruir as plantações e um ato de louvor a um são João, um santo católico com data festiva próxima do período das colheitas no continente europeu. Foi desse ponto e por meio da colonização portuguesa que a fogueira junina chegou até nós.
Quadrilha, uma dança francesa nos terreiros caipiras - Dos terreiros juninos brasileiros fazem parte a gostosa comida caipira, isto é, a comida feita com produtos do campo. Entre tantas outras iguarias estão bolo de milho, bolo de mandioca, pinhão cozido, pipoca, amendoim torrado, frango assado e pão de queijo. E para acompanhar tudo isso, muitas pessoas não dispensam um tradicional quentão.
E a quadrilha? Como veio parar nas festas juninas brasileiras? Segundo alguns pesquisadores, a quadrilha, como uma dança em que os casais trocam de pares, originou-se em bailes rurais franceses e depois passou a fazer parte dos bailes da nobreza. Portugal parece ter adotado essa forma francesa de dançar e a trouxe para o Brasil no século XIX, quando a família real portuguesa transferiu-se para o nosso país.
Entre nós, a quadrilha conservou algumas características francesas e acrescentou outras mais ao gosto do nosso povo. Algumas palavras ditas por quem dirige a dança vêm do francês , como "tour" (fazer uma volta), "balancer" (balançar o corpo), "en avant" (para a frente). Na seqüência da quadrilha, entretanto, existem muitos passos e movimentos que são os acréscimos brasileiros à antiga dança. Nesse sentido, ganha destaque o casal de noivo e outros personagens que habitualmente faziam parte de um casamento entre pessoas da roça.
As famosas festas brasileiras
Nessa época, muitas festas animam as comunidades espalhadas pelo Brasil. Os gaúchos costumam realizar a primorosa dança das fitas. No norte do país, o boi-bumbá exibe o capricho com que o povo da região preserva sua tradição. Já em muitas cidades do Centro-Oeste são apreciadas as danças do cururu acompanhadas por viola e ritmadas pelo sapateado e pelo canto cheio de rimas dos dançarinos. Na região Sudeste, o que mais se vê são as barraquinhas de quermesse que promovem sorteio de prendas e que vendem, além de algumas comidas típicas da época do Brasil agrícola - milho cozido, pinhão cozido, cuscuz , bolo de fubá -, iguarias que se popularizaram no país com a chegada dos imigrantes europeus, como quibe, esfiha e pizza. No Nordeste, os participantes de uma festa junina podem saborear doces brasileiros como o bolo de mandioca e tomar parte do popular forró que, com suas músicas alegres e contagiantes, faz todo mundo dançar.
Atualmente, festas famosas atraem muitos turistas, como as de Caruaru, em Pernambuco; de Fortaleza, no Ceará; de Campina Grande, na Paraíba; e do Sesc Itaquera, em São Paulo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Solenidade de Pentecostes

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.

Fonte: Canção Nova

domingo, 5 de junho de 2011

Solenidade da Ascensão do Senhor

Revestido de poder divino, coberto de glória, Jesus manifesta-se pela última vez aos discípulos, confiando-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos. A Ascensão inaugura o tempo da Igreja, ligando céu e terra. Agora, temos ali, sentado à direita do Pai, o poderoso Intercessor, que intercede continuamente por nós e nos envia o seu Espírito de amor. Jesus é assim constituído Cabeça da Igreja e Senhor do universo. D’Ele recebemos continuamente a vida nova da graça, que nos faz desabrochar com infinita beleza no meio das tribulações do mundo.




Significado de Ascensão

(conforme o dicionário)

s.f. Ato de se elevar: a ascensão de um balão.

Ato de subir: a ascensão de um monte.

Religião Subida milagrosa de Cristo ao céu.

Obra de arte representando esta subida.

Dia em que a Igreja celebra a ascensão do Senhor (quarenta dias depois da Páscoa).

Fig. Elevação a um posto, dignidade ou poderio.

Ascensão reta, uma das coordenadas equatoriais celestes de um astro.

*Neste domingo, dia 05 de junho de 2011, a Igreja no mundo inteiro vivencia a Ascensão do Senhor.
   


quarta-feira, 1 de junho de 2011

31 de Maio - Visitação de Nossa Senhora

No dia 31 de maio celebramos a festa litúrgica de Nossa Senhora em visita a sua prima Isabel. "Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para uma região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.

Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ven­tre, Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visi­te? Pois, quando a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Feliz és tu que acre­ditaste, pois o que foi dito da parte do Se­nhor será cumprido'.

Maria então disse: A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Sim! Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas por mim.

O seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que o temem. Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de corações orgulhosos.

Depôs poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Cumulou de bens os famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrado de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre" (Lc 1,39-56).

Até o momento da anunciação Maria vivia voltada para Deus, no seu silêncio e na sua vida de oração. Mas, logo em segui­da, ela descobre que não é apenas desti­natária de tão grande graça de Deus, ela é agora portadora dessa graça. Ela vai ao encontro de Isabel, com a alma em festa, levando o menino Jesus em seu seio.

Ela é a nova Arca da Aliança, que semeia um ras­tro de bênçãos por onde passa. Isabel representa o povo de Israel que espera a intervenção salvadora de Deus, Maria é o seio que gera o Salvador. Ali acontece a grande manifestação da glória de Deus, pois, o tempo da espera termina e começa, com Jesus, o tempo do cumprimento de tudo o que foi prometido por Deus e esperado pela humanidade.

Pe. Vicente André, C.SS. R
Revista de Aparecida.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bem Aventurada Dulce dos Pobres

Irmã Dulce é declarada
"Bem Aventurada Dulce dos Pobres",
a nova beata da Igreja Católica.  

Às 18 horas do domingo (22 de maio), os sinos dobraram e Irmã Dulce, o "Anjo Bom da Bahia", foi declarada "Bem Aventurada Dulce dos Pobres", a nova beata da Igreja Católica. Nesse momento, a insistente chuva estiou e todos os presentes puderam acompanhar, emocionados, a cerimônia que sucedeu a declaração do núncio apostólico Dom Lorenzo Baldiceri, seguida de aplausos saídos dos quatro cantos do Parque de Exposições, em Salvador (BA), onde foi realizado o evento religioso. 

Cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, em Salvador (BA)

 
 
Milhares de fiéis acompanharam neste domingo (22), em Salvador (BA), a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce no Parque de Exposições. A beatificação faz parte do processo de canonização de Irmã Dulce, iniciado em janeiro de 2000 pela Igreja Católica. Era 18h quando os sinos dobraram e Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia, foi declarada Bem Aventurada Dulce dos Pobres, a nova beata da Igreja João Alvarez/Especial para o UOL Notícias
A confirmação se deu com a leitura da Carta Apostólica, enviada pelo Vaticano, pelo representante do Papa Bento 16, na cerimônia, Dom Geraldo Majella Agnelo: "Concedemos que a venerável serva de Deus Maria Rita de Sousa Brito Lopes, a qual profundamente confiante na divina providência dedicou-se a cuidar dos doentes, seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem Aventurada Dulce dos Pobres, com sua festa fixada no dia 13 de agosto, podendo ser celebrada a cada ano", dizia o decreto papal.

   Conheça a história do "Anjo Bom da Bahia"


Logo depois foi descerrada uma grande imagem da beata Dulce dos Pobres. Em seguida, a contrita miraculada (nome dado à pessoa que recebe um milagre), a funcionária pública sergipana Cláudia Cristiane Santos de Araújo, acompanhada por sua família e a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Ponte, depositou flores junto à imagem, em sinal de agradecimento. Também foi apresentada uma relíquia da beata (fragmento ósseo do corpo de Dulce dos Pobres).
“Hoje é um dia de celebrar a santidade de Deus. A vitória do amor de Deus no coração de uma criatura tão pequenina e frágil, como foi Irmã Dulce. Um dia de muita emoção para nossa arquidiocese e todos os católicos baianos. Agradecemos de coração, comovidos, ao Papa Bento 16, por ter elevado aos altares alguém que aqui viveu, amou a nossa gente, especialmente aos mais sofridos, aos quais deu a maior prova de amor”, disse Dom Geraldo, na sequência da cerimônia.
A Bem Aventurada Dulce dos Pobres é a primeira beata nascida na Bahia. Em dezembro de 2007, a freira Lindalva Justo de Oliveira também foi beatificada em Salvador. Entretanto, embora atuasse como religiosa na capital baiana, nasceu no Rio Grande do Norte.
A beatificação é o penúltimo passo para a santificação ou canonização, que somente ocorrerá após a confirmação de um novo milagre, realizado após o decreto de beatificação. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Beato Papa João Paulo II

João Paulo II é proclamado Beato, o dia esperado chegou, diz Papa
 foto oficial de João Paulo II - tirada em 1995 - é exposta após ele ter sido proclamado beato


"E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica". Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu neste Domingo da Misericórdia, 1º de maio, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja.

Após os ritos iniciais da Santa Missa, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, apresentou o pedido de Beatificação do até então Venerável Servo de Deus João Paulo II. Em seu pedido, o Cardeal lembrou João Paulo II como um homem que "mirava sempre o horizonte da esperança, convidando os povos a derrubar os muros das divisões". Logo após, Bento XVI pronunciou a fórmula que tornou João Paulo II Beato da Igreja e, da mesma janela onde foi apresentado como Papa ao mundo, em 1978, foi desvelada a imagem oficial do novo Beato.

Bento XVI recordou que, embora a tristeza pela perda de João Paulo II fosse profunda no dia de sua morte, a sensação de que uma graça especial envolvia o mundo todo era ainda maior. "Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade", exclamou.

O Santo Padre ressaltou que a bem-aventurança eterna de João Paulo II é a da fé, dom que recebeu do Pai para edificar a Igreja. Nessa perspectiva, também a Mãe do Redentor revela-se como ponto fundamental da vida e espiritualidade do Papa polonês. "Hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade", explicou.


Papa preside Missa de Beatificação de seu Predecessor

As palavras memoráveis pronunciadas por João Paulo II na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro - "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!" - foram vividas por ele em primeira pessoa. "Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem", salientou Bento XVI.

Por fim, o Bispo de Roma agradeceu a Deus também pela experiência de colaboração pessoal que teve longamente com o Beato Papa João Paulo II, já que foi chamado por Wojtyla como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ainda em 1982, somando 23 anos de amizade e colaboração.

"O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia. Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém".

Ao final da celebração, Bento XVI, juntamente com os cardeais, bispos e concelebrantes, dirigiu-se em procissão ao interior da Basílica de São Pedro, para rezar diante do caixão de João Paulo II, que continua exposto para veneração.


A seguir, confira a oração própria para pedir graças por intercessão do novo beato:

Oração

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.
Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.

Hino Oficial do Beato Papa João Paulo II

Exaltação a Santissima Virgem Maria - Ir. Kelly Patricia

Maio: mês de Maria

É um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe


As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o Seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença da Virgem Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: "Os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias". Era, pois, a predestinada nos planos divinos.

Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer isso. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.

Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.

O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-Lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.

Maio, mês dedicado a Nossa Senhora, pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-lhe que abra as mãos maternas em bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Falsidade

Ela existe em todos os meios, em todos os lugares.
Bem é muito difícil lidar com pessoas falsas, pois se prevalecem de uma amizade, para por trás fazer o inferno na vida de alguém.

E como lidar com os falsos amigos, é saber quem são Eles e no exato momento desmascará-los dando o desprezo que merecem.
Sim, só assim estaremos calçados contra essas pessoas falsas, sem caráter, covardes que só sabem é trazer a discórdia.

Na comunidade onde se mora então, é terrível, pois existem muitos falsos amigos que se dizem solidários, que por terem ajudado, alguém num momento difícil, se acham no direito de falar, mas não querem nunca ouvir, se acham os donos da verdade, quando nada sabem, a não ser, destilar o veneno que lhes é peculiar.

Falso amigo é aquele que houve o que um fala e conta pro outro, isso não é amigo, e nem gente.
A falsidade é o mal do mundo, a falta de solidariedade, também.

Os dedos das mãos não são iguais, porque seriam os amigos?

É aprendi na vida que amigo é dinheiro no bolso;
É sentar num bar e beber nesse momento, vários "amigos" aparecem, mas dê o poder a um deles que saberás quem é;
Fique doente, que verás quantos amigos você tem;
Fique sem dinheiro, que todos aqueles que sentaram no bar com você, não mais apareceram.

Você tem o poder de escolher seus amigos, de levar para a sua casa somente aqueles em que você confia, que terá carinho, respeito e o principal, cumplicidade.

Se conhece o verdadeiro amigo nas horas difíceis, nesse você pode e deve confiar.


(Escrito a pedido, para alguém).

Nancy Cobo (Recanto das Letras)

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa: passagem pela morte até à ressurreição .

1. O mistério da Páscoa, que quer dizer «passagem», é um mistério fundamental para a nossa vida de cristãos. A Páscoa culmina na ressurreição, mas começa na paixão e morte de Jesus. É esta passagem de Jesus para a ressurreição que assenta a nossa salvação. É em Jesus ressuscitado que somos salvos da morte, porque com Ele ressuscitaremos um dia. Mas para lá chegar está antes à paixão.

                        S. Pedro, após o Pentecostes, anunciava aos muitos que o ouviam: a este Jesus, vós o matastes, crucificando-o pela mão dos ímpios; mas Deus o ressuscitou, e disso nós somos testemunhas. Portanto, exaltado pela direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou, e é isto o que vós vedes e ouvis (Act 2, 32-33).

Mais tarde escreveria S. Paulo: Se Cristo não tivesse verdadeiramente ressuscitado, então nós, os cristãos, seríamos os mais infelizes dos homens, porque é precisamente nessa verdade que assentamos toda a nossa fé e toda a nossa esperança. Em Atenas, S. Paulo ensaiou um discurso evangelizador nitidamente orientado para espíritos pagãos, mas racionalistas.

Chegou a referir o tópico de o homem ser da raça de Deus. Mas quando chegou a ponto de dizer que Deus constituiu um Senhor para julgar o mundo com justiça pelo ministério de um homem que para isso destinou; e que a todos deu como garantia disso o fato de tê-lo ressuscitado dentre os mortos (Act 17,31), então os gregos riram-se dele, exceto uns poucos, que acreditaram.

2. A Páscoa é o completamento da Encarnação. É a finalidade da vinda de Cristo -- que após a ressurreição esteve com os Apóstolos apenas durante um curto período e logo subiu ao céu. Não importa tanto o completamento histórico, temporal; importa, sobretudo o completamento salvífico espiritual, sobre o qual foi instituída a Igreja, e manifestada e animada no Pentecostes. É o início de um novo tempo, o da Igreja de Cristo animada pelo Espírito Santo, que caminha para o fim dos tempos da segunda e definitiva vinda de Cristo.

Porque foi pela Ressurreição que nos foi ganho o Pentecostes: é Jesus glorificado que derrama sobre a Igreja nascente o Espírito Santo que prometera, e que permanece conosco. Como diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC, 767), «consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para cumprir na terra, no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para que santificasse continuamente a Igreja».

Quando na festa dos Tabernáculos Jesus anuncia o futuro envio do Espírito Santo, dizendo: «se alguém tiver sede venha a mim e beba. Como diz a Escritura, do seu seio correrão rios de água viva», S. João esclarece escrevendo: «Dizia isso referindo-se ao Espírito Santo que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado» (Jo 7,37-39).

3. Num recente livro publicado entre nós, intitulado «Encontro com Cristo, Plenitude do Ser Humano», o teólogo Garcia Ambrosio expõe de modo muito interessante o pensamento teológico e espiritual de um autor espanhol, em que se acentua a importância da idéia do encontro pessoal de cada um de nós com Deus, em Jesus Cristo. E numa terceira parte, sobre o encontro com Jesus Cristo, inclui reflexões de que fazemos aqui um breve excerto.

Escreve Garcia Ambrosio: «Na ressurreição, Jesus é constituído como verdadeiro messias, ou seja, como aquele que verdadeiramente traz a salvação para os homens, o mesmo é dizer, como aquele que possibilita o verdadeiro encontro com Deus.

Mas isto só pode ser uma realidade porque a própria humanidade de Jesus foi glorificada; porque a humanidade de Jesus acolheu totalmente a ação glorificadora de Deus sobre ela. Por isso o destinatário da ressurreição é, em primeiro lugar, a pessoa de Jesus». (...) Na verdade, (...) o fundamento real constitutivo de Jesus como Cristo é a ressurreição. Esse é o instante definitivamente esclarecedor, mesmo para Jesus, da sua filiação como Filho».

4. Assim se pode compreender que é no nosso encontro com Jesus ressuscitado (incorporação, comunhão) que podemos ser salvos. Pelo batismo do Espírito Santo (que é o Espírito de Jesus), e alimentados pela Eucaristia, somos incorporados em Cristo, no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja; e tudo fica espiritualmente mais claro para a nossa fé.

Mas se a Ressurreição de Jesus Cristo nos é oferecida como salvação e nossa ressurreição na incorporação em Cristo, pelo batismo do Espírito que Cristo nos prometeu e depois derramou em Pentecostes permanente na Igreja, isso não deixa de ser também para nós uma passagem, que começa na conversão (foi este o primeiro apelo de Jesus: «convertei-vos») e continua na passagem que é a nossa própria paixão.

Por isso celebramos a Quaresma e depois a Páscoa. Por isso comungamos o Corpo, mas também o Sangue de Cristo. Podemos começar pelo Corpo e pela Páscoa de Cristo, porque tal já nos foi ganho; mas não ficamos dispensados de nos associarmos à sua Paixão com a nossa paixão, ao seu sangue com o nosso sangue, isto é, com a nossa renúncia e o nosso abandono - que é verdadeiramente o nosso sacrifício e a nossa morte humana.

S. Paulo aconselhou-nos a completar, com a nossa, a paixão de Cristo. Todo o caminho ascético do cristão é isto mesmo. E não há que temer. Jesus disse: o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mat 11,29). E é mesmo, ainda quando possa haver dor e queda. É a experiência de todos os místicos, que são os espirituais que foram mais longe na experiência de Deus, de quem, por isso, mais vale a pena ouvir o testemunho. Diretamente ou através do discernimento e do conhecimento dos doutores da Igreja.

Mário Pinto

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A VIGÍLIA PASCAL

O simbolismo fundamental da celebração litúgica da Vigília é o de ser uma "noite clara", ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz»

Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília nocturna.
A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia baptismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».
2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.
3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.
4) A liturgia eucaristica é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.
Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.
Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.
A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi=a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.
A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da acção salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz
O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie=Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).
P. José Cordeiro

SEXTA-FEIRA SANTA

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a contemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloquente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.
A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria contempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.
O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.
A Celebração
Na sexta-feira Santa não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimônia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.
Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testemunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Tríduo Pascal

paixao.jpg picture by FaialDigital
O Tríduo pascal, mais que um conjunto de celebrações episódicas e desconexas, é uma espécie de celebração contínua e rica, com aspectos múltiplos e diversos, que exprimem o mistério central da vida e da fé cristã: a passagem da morte à vida (a Páscoa).
"A Igreja celebra em cada ano os grandes mistérios da redenção humana desde a Missa vespertina de Quinta-Feira "na ceia do Senhor", até às Vésperas do Domingo da ressurreição" (Carta circular da Congregação para o Culto divino, 1988, sobre "Preparação e celebração das Festas Pascais = PCFP, 38). A celebração deste mistério assim condensada tem um ritmo litúrgico próprio que é assinalado no tempo pelo tríptico da Crucifixão, Sepultura e Ressurreição do Senhor.
2. O ponto culminante do Tríduo é a Eucaristia da Vigília pascal (Cf. PCFP, 90). Muito embora se deva dar relevo justo à Eucaristia de Quinta-Feira santa, importa não transformá-la na Eucaristia mais importante do ano. O dinamismo impresso na liturgia do Tríduo aponta noutro sentido: após a explosão do Gloria, aguarda-se o Gloria da Vigília.
3. O Tríduo inicia-se, por isso, com a Ceia do Senhor, na Véspera da sua Paixão (1º dia do Tríduo). Assim, a Missa de Quinta-Feira Santa que comemora a Ceia do Senhor, deve celebrar-se pelo fim da tarde ou em hora mais conveniente a uma grande participação de fiéis, porventura, mais tardia.
. As orientações litúrgicas apontam todas para uma estreita relação entre a celebração da Missa da Ceia do Senhor e a Celebração da Paixão: "O Sacrário deve estar completamente vazio ao começar a celebração. Hão-de consagrar-se nesta Missa as hóstias necessárias para a comunhão dos fiéis, e para que o clero e o povo possam comungar no dia seguinte... Para a reserva do Santíssimo... recomenda-se que não se perca de vista a sobriedade e austeridade que correspondem à Liturgia destes dias, evitando ou corrigindo qualquer forma de abuso... Com efeito a capela da reposição é preparada não para representar a "sepultura do Senhor", mas para guardar o pão eucarístico para a comunhão que será distribuída na Sexta-Feira na Paixão do Senhor". (Cf. PCFP, 48, 49, 55).
A Missa da Ceia do Senhor nem tem bênção, nem despedida. E a Celebração da Paixão, não tem canto de entrada, nem saudação do Presidente. Os ritos iniciais são a procissão em silêncio e a prostração (Cf. PCFP, 65).
5. A Celebração da Paixão do Senhor deve celebrar-se numa hora entre as 12 e as 15 horas. Se motivos pastorais sérios aconselharem outra hora, nunca seja antes do meio-dia, nem depois das 9 da noite (Cf. PCFP, 63). A adoração da Cruz é feita a uma única cruz e de forma pessoal. No caso excepcional de extraordinária concorrência de fiéis que impeça que o rito se desenrole de forma digna e em tempo conveniente, então, poder-se-á propor uma adoração colectiva. Nunca, entretanto, a adoração simultânea de várias cruzes (Cf. PCFP, 69). A celebração conclui com a oração sobre o povo, sem despedida.
6. Neste dia não se celebra a Eucaristia. E a comunhão aos fiéis, com excepção dos doentes ausentes, é distribuída apenas durante a celebração. É proibido, também, celebrar qualquer sacramento, com excepção da Penitência e da Unção dos doentes. No sábado não há Missa, nem comunhão aos doentes, a não ser o viático. É proibida a celebração do Matrimónio e de outros sacramentos, para além do Sacramento da Penitência e da Unção dos doentes (Cf. PCFP, 59, 61, 75).
6. Neste dia não se celebra a Eucaristia. E a comunhão aos fiéis, com excepção dos doentes ausentes, é distribuída apenas durante a celebração. É proibido, também, celebrar qualquer sacramento, com excepção da Penitência e da Unção dos doentes. No sábado não há Missa, nem comunhão aos doentes, a não ser o viático. É proibida a celebração do Matrimónio e de outros sacramentos, para além do Sacramento da Penitência e da Unção dos doentes (Cf. PCFP, 59, 61, 75).
7. O sábado santo (2º dia do Tríduo) é um dia cheio de grande significado. Não é o "sábado de aleluia", mas o sábado do repouso junto do túmulo do Senhor, em que a igreja medita na Paixão, na Morte e na descida à mansão dos mortos do seu Redentor e aguarda, no jejum e na oração, a sua Ressurreição. Para além da reunião da comunidade para a oração, não há qualquer outra celebração, a não ser o carácter do próprio dia (Cf. PCFP, 73).
8. A Vigília (3º dia do Tríduo) é o cume do Tríduo. Realiza-se integralmente de noite, "uma noite de vela em honra do Senhor" (Cf. PCFP, 77). Não faz parte do sábado, nem é, nem pode ser substituída por uma missa vespertina. "Por isso não deve escolher-se uma hora tão cedo que ela comece antes do início da noite, nem tão tardia que termine depois da alba do Domingo. Esta regra é de interpretação estrita. Qualquer abuso ou costume contrário... é de reprovar..." (PCFP, 78). A celebração deve começar, quanto possível, fora da igreja, à volta de uma fogueira. O círio pascal deve ser de cera, novo em cada ano, nunca fictício. A entrada na igreja deve ser apenas iluminada pelo círio que todos seguem (Presidente, ministros e fiéis). A liturgia da Palavra consta de 7 leituras do antigo Testamento e duas do novo. Excepcionalmente, poderá reduzir-se o número das leituras do A.T., nunca abaixo de três e sem omitir a leitura do Êxodo 14. O ponto alto é a celebração da Liturgia Eucarística. Evite-se que seja apressada.
9. Finalmente, a Missa do domingo de Páscoa deve celebrar-se com a máxima solenidade.

domingo, 17 de abril de 2011

Os Acólitos

Os acólitos

Rafael Vitola Brodbeck
Os acólitos, ou ministros, são os aqueles que servem ao altar. É por isso que, genericamente, também são chamados servos.
Podem ser instituídos mediante um rito litúrgico próprio pelo qual recebem um verdadeiro ministério, antigamente chamado de ordem menor. São esses acólitos instituídos que mais propriamente podem ser denominados acólitos. São os acólitos por antonomásia. Para diferenciá-los dos demais servos, acólitos não-instituídos, ou acólitos eventuais, sempre usaremos, nesta obra, a expressão “acólito instituído” para designá-lo.
O acólito instituído é ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, podendo, nos casos permitidos pela lei canônica, conforme veremos adiante. Tem precedência sobre quaisquer outros leigos nesse ofício.
Todos, instituídos ou não, são fundamentais para a uma liturgia bem feita e, pois, precisam ser formados pare melhor desempenharem seu papel. Tanto a Missa simples como a solene podem ter acólitos, mas em nenhuma é estritamente obrigatório. Evidentemente, se mesmo na Missa simples é conveniente que exista ao menos um acólito, com muito mais razão na Missa solene, por sua própria natureza.
Ordinariamente, os acólitos assistem Missa no presbitério. Todavia, especialmente em uma Missa simples, o acólito não-instituído e que esteja sem paramentos, pode permanecer na nave ou no coro e só adentrar o presbitério para ajudar o celebrante no Ofertório e na Purificação depois da Comunhão. Sempre, entretanto, mesmo não-instituído e sem paramentos, em Missa simples ou solene, pode permanecer em uma cadeira ao lado do celebrante. Nas Missas com vários acólitos, alguns deles estarão mais próximos do celebrante e outros ocuparão cadeiras na sedília ou então no coro.
Estritamente falando, os acólitos ajudam no altar, oficiando, se forem instituídos, nas funções reservadas, segundo o Missal anterior à reforma litúrgica, aos antigos subdiáconos: servir o diácono, preparar os vasos e o altar etc. Em um grupo de acólitos, ocupa a liderança dentre eles um que seja instituído, se houver. Também é preferível que o cerimoniário, se for acólito, seja um instituído.
Além dessas funções, os acólitos podem desempenhar outros papéis na liturgia. Nesse caso, se ocuparem exclusivamente um só desses papéis, recebem nomes especiais:
  • se leva a cruz processional, é o CRUCIFERÁRIO;
  • se leva as velas, é o CEROFERÁRIO ou LUCIFERÁRIO;
  • se leva as tochas na Missa solene, é o TOCHEIRO, mas também pode ser chamado de ceroferário;
  • se leva e usa o turíbulo, é o TURIFERÁRIO;
  • se leva a naveta com o incenso, é o NAVETEIRO.
Os acólitos podem também levar os livros litúrgicos, especialmente o Missal e o breviário.
Também, na Missa presidida pelo Bispo, especialmente se for pontifical, alguns acólitos servem diretamente a ele, carregando os livros litúrgicos, a mitra e o báculo, com um véu branco nas mãos chamado vimpa.
Se não houver acólito instituído, outros varões leigos ocupam o seu lugar e se desincumbem de suas funções.[i] São os servos, estritamente falando, ou acólitos eventuais.
Os acólitos eventuais podem ser estáveis, quando, então recebem uma investidura do pároco ou reitor de igreja, celebração esta que não se confunde com a instituição pela qual o Bispo dá a algum varão o ministério próprio do acolitato.
Todos os atos executados pelos acólitos não-instituídos podem ser feitos pelos coroinhas, mormente quando não estejam presentes ministros mais velhos. Ou seja, podem eles ser turiferários, cruciferários, ceroferários, tocheiros, levar os livros, servir ao Bispo, ajudar no altar; só não podem distribuir extraordinariamente a Eucaristia. Geralmente, em uma Missa na qual sirvam acólitos e coroinhas, os primeiros desempenham funções que requerem mais cuidados enquanto as crianças os ajudam ou carregam objetos menos “perigosos”, adequados à sua própria condição.
O cerimoniário ou mestre-de-cerimônias é quem coordena todas as ações cerimoniais durante a Santa Missa e outros atos litúrgicos. Geralmente é um acólito instituído ou um sacerdote que não esteja celebrando a Missa. Sempre varão, pois, ainda que não-instituído, é um acólito (quando não um clérigo). Veste batina com sobrepeliz, ou então a alva com o cíngulo. A sua batina, em vez de preta, pode ser violeta, para diferenciá-lo dos demais acólitos. Mesmo que os demais acólitos vistam alva e cíngulo, é bom que o cerimoniário, ao menos, vista batina (seja preta, seja violeta) e sobrepeliz, para se destacar em sua importante função litúrgica.
Na Procissão de Entrada da Missa simples, vai pouco à frente do sacerdote e atrás dos demais ministros, e na Missa solene entre os leitores instituídos e clérigos em veste coral (ou, na sua falta, dos que andam imediatamente depois).
[i] cf. IGMR, 100.i

Santo Padre Bento XVI comemora 84 anos de Vida!


Neste sábado dia, 16 de abril, o Papa Bento XVI, completou 84 anos de vida. Oremos por nosso Pontífice.

sábado, 16 de abril de 2011

Liturgia - O que é?

O que é Liturgia?
Liturgia não é apenas uma encenação da vida, paixão, morte e ressurreição de um tal de Jesus de Nazaré. Liturgia não é cerimônia, nem folclore muito menos patrimônio cultural da sociedade.
Sempre iniciamos as nossas celebrações com o sinal-da-cruz, pois na Liturgia o Pai realiza o "mistério de sua vontade" entregando seu Filho bem-amado e seu Espírito para a salvação do mundo e para a glória de seu nome.
No Egito, na antiguidade, Deus passou no meio do povo e libertou-o. Há dois mil anos, Deus se fez homem em Jesus Cristo que pregou definitivamente consigo na cruz todos nossos pecados e nos libertou da morte.
Deus passa no meio de nós pela liturgia. Páscoa significa passagem. Liturgia é Páscoa!
A palavra "liturgia" significa originalmente "obra pública", "serviço da parte do povo e em favor do povo". Na tradição cristã, ele quer significar que o povo de Deus torna parte na "obra de Deus". Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.

A liturgia: obra da Santíssima Trindade

"Na liturgia da Igreja, Deus Pai é bendito e adorado como a fonte de todas as bênçãos da criação e da salvação, com as quais nos abençoou em seu Filho, para dar-nos o Espírito da adoção filial."
"A obra de Cristo na liturgia é sacramental porque seu mistério de salvação se torna presente nela mediante o poder de seu Espírito Santo; porque seu corpo, que é a Igreja, é como que o sacramento (sinal e instrumento) no qual o Espírito Santo dispensa o mistério da salvação; porque por meio de suas ações litúrgicas a Igreja peregrina já participa, por antecipação, da liturgia celeste."
"A missão do Espírito Santo na liturgia da Igreja é preparar a assembléia para encontrar-se com Cristo; recordar e manifestar Cristo à fé da assembléia; tornar presente e atualizar a obra salvífica de Cristo por seu poder transformador e fazer frutificar o dom da comunhão na Igreja."
A Missa é uma reunião da grande família de Deus, que agradece e louva ao Senhor, pede perdão por seus pecados e se alimenta com o corpo de Jesus, que nos revigora e dá forças ao Espírito para levarmos avante a nossa missão de católicos.
.
A MISSA
A Missa é dividida em algumas partes:
  • Ritos Iniciais
Canto de Entrada: O canto de entrada tem o objetivo de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.
Saudação: O Padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.
Ato Penitencial: Em uma atitude de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.
Glória: Já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.
Coleta: O Padre coloca todas as intenções, e no final da oração a oração responde com a palavra Amém (que significa "assim seja").

  • Liturgia da Palavra
Primeira Leitura: Passagem tirada do Antigo Testamento (parte bíblica que prepara a vinda do Messias).
Salmo de Resposta: É um canto ou um salmo que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura.
Segunda Leitura: Passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, etc)
Aclamação do Evangelho: Nesta hora ouvimos o padre anunciar a MENSAGEM DE JESUS. Por isso cantamos "ALELUIA" (que significa "alegria").
Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o REINO DE DEUS.
Homilia: O Padre explica as leituras e o Evangelho.
Profissão de Fé (Credo): Momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.
Oração dos Fiéis: A comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo.

  • Liturgia Eucarística
Preparação das Oferendas: Momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.
Oração Eucarística: Momento principal da celebração. Onde recordamos a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.
Comunhão: Momento em que vamos em direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e o seu Sangue.

  • Ritos Finais
Avisos: O Padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade.
Bênção: O Padre dá a bênção à comunidade. Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa.
Despedida: O Padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo, isto é, anunciar ao mundo o Cristo Vivo.
Esquema do Ano Litúrgico
O Ano Litúrgico é o tempo que marca as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não é como o ano civil, que começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de dezembro, mas começa no 1º domingo do Advento (preparação para o Natal) e termina no último sábado do tempo comum, que é na véspera do 1º domingo do Advento.
CICLO DO NATAL
ADVENTO
Início:  4 domingos antes do Natal
Término:  24 de dezembro à tarde
Espiritualidade:  Esperança e purificação da vida
Ensinamento:  Anúncio da vinda do Messias
Cor:  Roxa
NATAL
Início:  25 de dezembro
Término:  Na festa do Batismo de Jesus
Espiritualidade:  Fé, alegria e acolhimento
Ensinamento:  O filho de Deus se fez Homem
Cor:  Branca

* Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.
* Natal: 25 de dezembro. É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.
* Epifania: E celebrada no domingo seguinte ao natal e dura 3 semanas. É uma festa que lembra a manifestação de Jesus como Filho de Deus. No ciclo de Natal também são celebradas as festas da Apresentação do Senhor no dia 02 de fevereiro, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus e do Batismo de Jesus.
TEMPO COMUM
1ª PARTE
Início:  2ª feira após o Batismo de Jesus
Término:  Véspera da Quarta-feira das Cinzas
Espiritualidade:  Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento:  Anúncio do Reino de Deus
Cor:  Verde

* 1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.
CICLO DA PÁSCOA
QUARESMA
Início:  Quarta-Feira das Cinzas
Término:  Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade:  Penitência e conversão
Ensinamento:  A misericórdia de Deus
Cor:  Roxa
PÁSCOA
Início:  Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término:  No Pentecostes
Espiritualidade:  Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento:  Ressurreição e vida eterna
Cor:  Branca

* Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.
* Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra. No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes.
* Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.
TEMPO COMUM
2ª PARTE
Início:  Segunda-feira após o Pentecostes
Término:  Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade:  Vivência do Reino de Deus
Ensinamento:  Os Cristãos são o sinal do Reino
Cor:  Verde

* 2ª pArtE: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132)