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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bem Aventurada Dulce dos Pobres

Irmã Dulce é declarada
"Bem Aventurada Dulce dos Pobres",
a nova beata da Igreja Católica.  

Às 18 horas do domingo (22 de maio), os sinos dobraram e Irmã Dulce, o "Anjo Bom da Bahia", foi declarada "Bem Aventurada Dulce dos Pobres", a nova beata da Igreja Católica. Nesse momento, a insistente chuva estiou e todos os presentes puderam acompanhar, emocionados, a cerimônia que sucedeu a declaração do núncio apostólico Dom Lorenzo Baldiceri, seguida de aplausos saídos dos quatro cantos do Parque de Exposições, em Salvador (BA), onde foi realizado o evento religioso. 

Cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, em Salvador (BA)

 
 
Milhares de fiéis acompanharam neste domingo (22), em Salvador (BA), a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce no Parque de Exposições. A beatificação faz parte do processo de canonização de Irmã Dulce, iniciado em janeiro de 2000 pela Igreja Católica. Era 18h quando os sinos dobraram e Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia, foi declarada Bem Aventurada Dulce dos Pobres, a nova beata da Igreja João Alvarez/Especial para o UOL Notícias
A confirmação se deu com a leitura da Carta Apostólica, enviada pelo Vaticano, pelo representante do Papa Bento 16, na cerimônia, Dom Geraldo Majella Agnelo: "Concedemos que a venerável serva de Deus Maria Rita de Sousa Brito Lopes, a qual profundamente confiante na divina providência dedicou-se a cuidar dos doentes, seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem Aventurada Dulce dos Pobres, com sua festa fixada no dia 13 de agosto, podendo ser celebrada a cada ano", dizia o decreto papal.

   Conheça a história do "Anjo Bom da Bahia"


Logo depois foi descerrada uma grande imagem da beata Dulce dos Pobres. Em seguida, a contrita miraculada (nome dado à pessoa que recebe um milagre), a funcionária pública sergipana Cláudia Cristiane Santos de Araújo, acompanhada por sua família e a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Ponte, depositou flores junto à imagem, em sinal de agradecimento. Também foi apresentada uma relíquia da beata (fragmento ósseo do corpo de Dulce dos Pobres).
“Hoje é um dia de celebrar a santidade de Deus. A vitória do amor de Deus no coração de uma criatura tão pequenina e frágil, como foi Irmã Dulce. Um dia de muita emoção para nossa arquidiocese e todos os católicos baianos. Agradecemos de coração, comovidos, ao Papa Bento 16, por ter elevado aos altares alguém que aqui viveu, amou a nossa gente, especialmente aos mais sofridos, aos quais deu a maior prova de amor”, disse Dom Geraldo, na sequência da cerimônia.
A Bem Aventurada Dulce dos Pobres é a primeira beata nascida na Bahia. Em dezembro de 2007, a freira Lindalva Justo de Oliveira também foi beatificada em Salvador. Entretanto, embora atuasse como religiosa na capital baiana, nasceu no Rio Grande do Norte.
A beatificação é o penúltimo passo para a santificação ou canonização, que somente ocorrerá após a confirmação de um novo milagre, realizado após o decreto de beatificação. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Beato Papa João Paulo II

João Paulo II é proclamado Beato, o dia esperado chegou, diz Papa
 foto oficial de João Paulo II - tirada em 1995 - é exposta após ele ter sido proclamado beato


"E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica". Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu neste Domingo da Misericórdia, 1º de maio, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja.

Após os ritos iniciais da Santa Missa, o Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, apresentou o pedido de Beatificação do até então Venerável Servo de Deus João Paulo II. Em seu pedido, o Cardeal lembrou João Paulo II como um homem que "mirava sempre o horizonte da esperança, convidando os povos a derrubar os muros das divisões". Logo após, Bento XVI pronunciou a fórmula que tornou João Paulo II Beato da Igreja e, da mesma janela onde foi apresentado como Papa ao mundo, em 1978, foi desvelada a imagem oficial do novo Beato.

Bento XVI recordou que, embora a tristeza pela perda de João Paulo II fosse profunda no dia de sua morte, a sensação de que uma graça especial envolvia o mundo todo era ainda maior. "Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade", exclamou.

O Santo Padre ressaltou que a bem-aventurança eterna de João Paulo II é a da fé, dom que recebeu do Pai para edificar a Igreja. Nessa perspectiva, também a Mãe do Redentor revela-se como ponto fundamental da vida e espiritualidade do Papa polonês. "Hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade", explicou.


Papa preside Missa de Beatificação de seu Predecessor

As palavras memoráveis pronunciadas por João Paulo II na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro - "Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!" - foram vividas por ele em primeira pessoa. "Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e econômicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem", salientou Bento XVI.

Por fim, o Bispo de Roma agradeceu a Deus também pela experiência de colaboração pessoal que teve longamente com o Beato Papa João Paulo II, já que foi chamado por Wojtyla como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ainda em 1982, somando 23 anos de amizade e colaboração.

"O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia. Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém".

Ao final da celebração, Bento XVI, juntamente com os cardeais, bispos e concelebrantes, dirigiu-se em procissão ao interior da Basílica de São Pedro, para rezar diante do caixão de João Paulo II, que continua exposto para veneração.


A seguir, confira a oração própria para pedir graças por intercessão do novo beato:

Oração

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.
Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos. Amém.

Hino Oficial do Beato Papa João Paulo II

Exaltação a Santissima Virgem Maria - Ir. Kelly Patricia

Maio: mês de Maria

É um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe


As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o Seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença da Virgem Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: "Os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias". Era, pois, a predestinada nos planos divinos.

Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer isso. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é, de fato, a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.

Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo, José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isso ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.

O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu Filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-Lo após três dias, queixa-se amorosamente: “Por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na Paixão e Crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do Redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.

Maio, mês dedicado a Nossa Senhora, pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-lhe que abra as mãos maternas em bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Falsidade

Ela existe em todos os meios, em todos os lugares.
Bem é muito difícil lidar com pessoas falsas, pois se prevalecem de uma amizade, para por trás fazer o inferno na vida de alguém.

E como lidar com os falsos amigos, é saber quem são Eles e no exato momento desmascará-los dando o desprezo que merecem.
Sim, só assim estaremos calçados contra essas pessoas falsas, sem caráter, covardes que só sabem é trazer a discórdia.

Na comunidade onde se mora então, é terrível, pois existem muitos falsos amigos que se dizem solidários, que por terem ajudado, alguém num momento difícil, se acham no direito de falar, mas não querem nunca ouvir, se acham os donos da verdade, quando nada sabem, a não ser, destilar o veneno que lhes é peculiar.

Falso amigo é aquele que houve o que um fala e conta pro outro, isso não é amigo, e nem gente.
A falsidade é o mal do mundo, a falta de solidariedade, também.

Os dedos das mãos não são iguais, porque seriam os amigos?

É aprendi na vida que amigo é dinheiro no bolso;
É sentar num bar e beber nesse momento, vários "amigos" aparecem, mas dê o poder a um deles que saberás quem é;
Fique doente, que verás quantos amigos você tem;
Fique sem dinheiro, que todos aqueles que sentaram no bar com você, não mais apareceram.

Você tem o poder de escolher seus amigos, de levar para a sua casa somente aqueles em que você confia, que terá carinho, respeito e o principal, cumplicidade.

Se conhece o verdadeiro amigo nas horas difíceis, nesse você pode e deve confiar.


(Escrito a pedido, para alguém).

Nancy Cobo (Recanto das Letras)